Embora amanheça ainda é noite.
E não obstante o verão, ainda é inverno.
Aqui.
Dentro.
De mim.
E sem querer ser – sendo mesmo assim – uma solidão torturante num silêncio agonizante que não me deixa enxergar, nem viver. Sugando toda minha companhia de mim mesma, e deixando-me perder na mansão que é a minha mente.
Eu – que por esses dias não tenho sabido quem sou nem o que quero ser – tenho perdido as esperanças em querer viver, sendo que já morri nessa minha vida.
Sem decompor.
Porém me dilacerando na vaidade de querer saber mudar o que não posso interferir.
Hoje morri – de medo – por ter que me deixar pra traz.
Morri – de solidão – por não saber quem sou nem o que quero ser.
E morro, nesse momento, em lágrimas.
Por sentir medo e por saber que morri.
Morri.
E fiz pó de mim mesma.
E o vento assopra.
Agora estou em pedaços.
Pedaços que desejam ser outra pessoa.
Pedaços.
Pedaços que desejam outra vida.
Porque dói demais ser eu mesma.
Sorrir e mentir.
Embora haja verdade no riso e ainda doer ser outra pessoa.
Ser de mentira.
Não ser alguém.
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