terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Morrer Ainda Vivendo

Embora amanheça ainda é noite.

E não obstante o verão, ainda é inverno.

Aqui.

Dentro.

De mim.

E sem querer ser – sendo mesmo assim – uma solidão torturante num silêncio agonizante que não me deixa enxergar, nem viver. Sugando toda minha companhia de mim mesma, e deixando-me perder na mansão que é a minha mente.

Eu – que por esses dias não tenho sabido quem sou nem o que quero ser – tenho perdido as esperanças em querer viver, sendo que já morri nessa minha vida.

Sem decompor.

Porém me dilacerando na vaidade de querer saber mudar o que não posso interferir.

Hoje morri – de medo – por ter que me deixar pra traz.

Morri – de solidão – por não saber quem sou nem o que quero ser.

E morro, nesse momento, em lágrimas.

Por sentir medo e por saber que morri.

Morri.

E fiz pó de mim mesma.

E o vento assopra.

Agora estou em pedaços.

Pedaços que desejam ser outra pessoa.

Pedaços.

Pedaços que desejam outra vida.

Porque dói demais ser eu mesma.

Sorrir e mentir.

Embora haja verdade no riso e ainda doer ser outra pessoa.

Ser de mentira.

Não ser alguém.

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